Até que a vida nos separe

setembro 06, 2014, by Bia Rodrigues

Cena do filme: Quatro amigas e um jeans viajante 
Semana passada peguei o álbum de fotos antigas, não um álbum qualquer em uma pasta no computador, aquele álbum grande, da época em que a gente revelava fotos e colocava em um álbum com saquinhos plásticos. Oh época boa!

Mas hoje não quero falar do que penso sobre só manter fotos em pasta no computador ou em álbuns nas redes sociais, hoje eu quero falar dos sentimentos que pegar aquele álbum casou. Depois de muita nostalgia sobre os natais em família encontrei uma foto da época do colegial, uma foto em que estava com duas amigas da época, só faz quatro anos que a foto foi tirada, mas parece que já se passou décadas. 

Sou nostálgica e sentimental, por mais que eu esconda essa segunda parte, e sempre fico refletindo sobre coisas que acabam, não é que eu viva no passado sabe, mas gosto de repensar alguns momentos. Olhei para aquela foto por horas, lembrando de todos os momentos que eu passei com aquelas duas, de todas as promessas de que seria para sempre. Sempre acreditei que se tem uma coisa que pode durar para a vida toda é amizade.

O motivo que nos levou a nos afastarmos, eu já nem lembro mais. Pode ter sido a faculdade, os estágios, os outros relacionamentos e outros interesses, não sei, bem na verdade, acho que um pouco de tudo. Elas mudaram, eu mudei e a vida aconteceu. 

O que eu sei é que no final das contas, todas as promessas duraram só até o momento em que a vida separou a gente. E bem, no final das contas é assim com tudo né? Então acho que em qualquer promessa em vez de: "até que a morte nos separe", deveriam dizer: Até que a vida nos separe. Penso que é mais libertador, e verdadeiro.


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2 comentários

  1. Me identifiquei muito nesse texto, Bia. Também sou bastante nostálgica e sentimental, e muitas vezes me flagro pensando em tudo que já aconteceu. Amigos do colegial são difíceis de manter mesmo, ainda mais quando a vida nos leva por caminhos diferentes. É, concordo com você. É a vida quem separa, muito mais que a morte. Belo texto.

    Abraço!
    http://constantesevariaveis.blogspot.com.br/

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  2. Também me identifiquei com o texto... Certa feita um amigo meu de ensino médio também virou para mim e disse: "Estava pensando... Como é importante família, né?" e eu "É mesmo? Por quê?" "Porque vocês [amigos] eu vou deixar de ver. Minha família, não".

    Enfim, embora esteja tudo perdoado, virado e desvirado no passado, sou assim também nostálgico e, por essas e outras coisas que me magoaram e que reconheço que fiz de errado na relação entre eu e meus amigos da época, sempre fico um tico triste, e histórias de amizade assim me pegam pelo pescoço =} Enfim...

    (Em tempo, lembro que vi esse filme no meu aniversário uma vez, com dois amigos meus... Odiamos o filme mas era o que tinha disponível EAHEAHEA - foi engraçado...)

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Leio todos os comentários com muito carinho e sempre respondo, então volte para conferir.

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